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Ilustração do conteúdo
  • Conferência comemorativa do 40º Aniversário da Escola Internacional do ALgarve mais
  • Dislexia Atenção aos Sinais  mais
  • O meu filho fala mal! mais
  • Paula Teles- De paciente a Psicóloga Educacional, Especialista em Dislexia mais
 

Conferência comemorativa do 40º Aniversário da Escola Internacional do ALgarve



http://www.sulinformacao.pt/2013/03/dislexia-e-tema-de-conferencia-da-escola-internacional-do-algarve-em-lagos/

 




Dislexia Atenção aos Sinais


Não se resolve com lentes prismáticas ou coloridas, nem com treino de visão ou psicomotor, nem com correcções de postura. É uma perturbação de origem neurobiológica e genética relativamente frequente que deve ser diagnosticada atempadamente para uma correcta intervençao educativa





A Dislexia é a actualmente aceite pela grande maioria da comunidade científica. De que é que resultam estas dificuldades? Paula Teles explica: “Já vimos que a origem é neurobiológica, também tem influências genéticas e para além disso é motivada por alterações estruturais e funcionais do cérebro”.

SINAIS DE ALERTA
NA PRIMEIRA INFÂNCIA


Sendo a dislexia como uma perturbação da linguagem, que tem na sua origem dificuldades a nível do processamento fonológico podem observar-se algumas manifestações antes do início da aprendizagem da leitura e que podem indiciar dificuldades futuras.
Se esses sinais forem observados e se persistirem ao longo de vários meses os pais devem procurar uma avaliação especializada.
Os primeiros sinais indicadores de possíveis dificuldades na linguagem escrita surgem a nível da linguagem oral. O atraso na aquisição da linguagem pode ser um primeiro sinal de alerta para possíveis problemas de linguagem e de leitura.
- As crianças começam a dizer as primeiras palavras com cerca de um ano de idade e a formar frases entre os 18 meses e os dois anos. As crianças em situação de risco podem só dizer as primeiras palavras depois dos 15 meses e dizer frases só depois dos dois anos. Este ligeiro atraso é frequentemente referido pelos pais como uma característica familiar.

In

Coisas de Crianças - O Guia para Pais e Educadores

 


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O meu filho fala mal!


Muitas crianças não falam como os meninos da mesma idade. Descobrir as causas é uma das missões da consulta do desenvolvimento.

Um dos motivos mais frequentes nas consultas de desenvolvimento é a criança que fala mal. Vocabulário limitado por dificuldades na aquisição de novas palavras, erros no uso das formas verbais, dificuldades em recordar palavras ou construir frases de complexidade adequada ao desenvolvimento e uma evolução linguística lenta. Estas crianças não falam como os meninos da mesma idade.

Nestas situações há quatro hipóteses:

1 - um problema auditivo;

2 - privação de estimu1ação linguística;

3 - problema neuromotor (por exemplo, paralisia cerebral);

4 - a criança apresenta uma perturbação do desenvolvimento.
Neste último caso, só há três possibilidades: perturbação específica da linguagem; perturbação do espectro do autismo e défice cognitivo.
Na perturbação específica da linguagem, só esta fica atingida.
Se conseguirmos detectar, para além dos problemas da fala, outras manifestações incoerentes com o nível de desenvolvimento esperado, como o isolamento social, alterações comportamentais significativas, descoordenação motora, dificuldades na realização de puzzles, desconhecimento de cores, obsessão com determinados objectos ou assuntos, o diagnóstico de perturbação específica da linguagem não pode ser formulado.
Nas perturbações do espectro do autismo (como a Síndrome de Asperger ou formas atípicas das perturbações do espectro do autismo, onde a linguagem poderá ser formalmente convencional), vamos encontrar outros sintomas característicos: desinteresse em brincar com as outras crianças, desvio do olhar, fixação intensa, obsessiva, (dinossáurios, marcas de carros, ...) ou objectos (molas da roupa, ...), gestos repetitivos. Se não houver uma perturbação cognitiva significativa, poderemos esperar um bom prognóstico.

O défice cognitivo (ou atraso mental) é a situação mais grave. Todas as grandes funções do desenvolvimento estão comprometidas. Embora dependendo dos aspectos quantitativos e qualitativos do próprio défice cognitivo e da situação que o origina (há mais de mil causas!), estas crianças andam tarde, fazem gracinhas mais tarde, falam tarde, têm dificuldades em fazer puzzles ou construções, têm problemas em perceber as mensagens, em suma em aprender como os outros meninos.

Livros - Método Fonomímico

 

Foi publicado recentemente, pela editora Distema, o Método Fonomímico Paula Teles, destinado a crianças com Dislexia. Trata-se da mais importante obra publicada no nosso país na área das dificuldades de aprendizagem da leitura.
Para mais informações: paula.teles@netcabo.pt

in

Revista Pais e Filhos

 

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Paula Teles- De paciente a Psicóloga Educacional, Especialista em Dislexia




...A determinação de se ser bem sucedido e a capacidade de resiliência também são características dos atletas do intelecto. Paula Teles, Psicóloga Educacional e especialista na área da Dislexia, é um desses casos.

A Psicóloga Educacional, que se dedica ao estudo e apoio a crianças e jovens com dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita, criou O MÉTODO FONOMÍMICO Paula Teles, um método que auxilia as crianças a aprender a ler e a escrever mais rapidamente e com correcção.

O extraordinário desta história é que a especialista teve de lutar contra a sua própria dislexia. “Não me recordo de ter tido dificuldades na aprendizagem da leitura, mas sim na escrita. No meu quinto ano dispensei a Ciências e reprovei a Letras”. Já depois de formada viajou até Inglaterra, onde recolheu o maior número de informação possível sobre Dislexia.
Em Portugal, envolveu-se na área da Psicologia Educacional e hoje tem uma clínica onde recebe inúmeros casos por dia, de miúdos a graúdos.

Paula Teles garante que, à semelhança de outras crianças, o facto de ter ultrapassado tão grande obstáculo quando era jovem tem permitido que encare as dificuldades com grande optimismo: “Aumentou a minha capacidade de resiliência. Tive de criar estratégias para ultrapassar o meu problema”. O mesmo acontece com as crianças que tem auxiliado ao longo dos anos.

As dificuldades na leitura e escrita leva-as a sentirem-se frustradas. Abortam as expectativas dos pais, familiares, professores e as suas próprias. “São consideradas distraídas, preguiçosas ou burras. Começam a diminuir o seu auto-conceito.” O MÉTODO FONOMÍMICO, criado pela especialista, facilita a aprendizagem da leitura e da escrita e melhora a ideia de competência que estes pequenos pacientes têm de si. Como bem dizia o irlandês Oscar Wilde “Amar a si próprio é o começo de um romance, de longa vida”

in

Revista Ginkgo

 



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